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AleitamentoAo longo do crescimento, todos os órgãos, tecidos e regiões do corpo aumentam de peso, embora a velocidades sensivelmente diferentes. Em comparação ao peso vivo, o peso do esqueleto aumenta mais lentamente enquanto o peso da massa graxa o faz mais rapidamente, aumentando a massa muscular a uma velocidade quase igual a do total corporal. Assim, a composição do quilograma de ganho em peso vivo se altera ao longo do crescimento: o conteúdo em gordura e energia aumenta de maneira regular, em detrimento, principalmente, do conteúdo de água; o conteúdo em proteínas se mantém aproximadamente constante; os minerais tendem a diminuir. Por outro lado, para um mesmo estágio de crescimento, o ganho em peso é mais rico em gordura e energia nas fêmeas do que nos machos. Esses conceitos devem ser conhecidos para se estabelecer um bom manejo alimentar das fases de aleitamento e recria, e mesmo para animais um pouco mais velhos, com até 2,5 a 3,0 anos de idade, quando atingem seu completo desenvolvimento. Dia 1 ("Caixa")Logo que se inicia o trabalho de parto, a cabra deve ser observada a uma distância moderada, que não interfira em seu comportamento mas que permita um bom acompanhamento e a intervenção em caso de dificuldades, o que felizmente raramente acontece. Após completa a expulsão, a cria é imediatamente separada da mãe, enxuta e massageada com um pano limpo, identificada com brinco, pesada, tem o umbigo cortado e tratado com iodo a 10% e recebe a primeira mamadeira de colostro de cabra tratado termicamente, a 39oC. A seguir é colocada em uma caixa de madeira, com uma lâmpada para seu aquecimento, quando necessário. Recebe uma segunda mamadeira após três horas, e uma terceira com mais três horas, sempre com colostro de cabra tratado e a 39oC. Dependendo do horário em que o parto ocorreu, a cria pode receber mais uma ou duas mamadeiras a intervalos de três horas, mas o fundamental e indispensável é o fornecimento de três refeições até atingirem seis horas. Dias 2 e 3 ("Caixa")A partir do segundo dia as crias recebem leite de cabra pasteurizado, fornecido em uma bacia individual, para aprender a tomar o leite fornecido dessa forma. Recebe três refeições diárias de até 0,5 L cada, e é mantida na caixa de madeira, com a lâmpada acesa sempre que necessário. Dias 4 a 14 (Aleitamento 1)No quarto dia a cria passa para o Aleitamento 1, onde começa a receber três refeições de 0,5 L de leite de cabra em uma calha coletiva, e segue dessa forma até os 14 dias. Todos os animais em aleitamento são pesados toda quarta-feira, e o ganho em peso diário é calculado e avaliado, e deve ser de no mínimo 150 g/dia nessa fase. Dias 15 a 28 (Aleitamento 2)No 15o dia o animal é transferido para o Aleitamento 2, onde continua a receber três refeições diárias de 0,5 L em calha coletiva, e passa a receber concentrado comercial peletizado à vontade e ter acesso a uma mistura mineral completa. O GPD esperado para esse período é de pelo menos 170 g/dia. Dias 29 a 42 (Aleitamento 3)No 29o dia o animal é transferido para o Aleitamento 3, onde passa a receber 2 refeições diárias de 1,0 L na mesma calha coletiva, e continua a receber concentrado comercial peletizado à vontade e ter acesso a uma mistura mineral completa. O GPD esperado para esse período é de pelo menos 200 g/dia. Dias 43 a 56 (Aleitamento 4)No 43o dia o animal é transferido para o Aleitamento 4, onde passa a receber 1 refeição diária de 1,0 L, no período da tarde, continua a receber concentrado comercial peletizado à vontade e ter acesso a uma mistura mineral completa, e passa a receber feno de boa qualidade e ter acesso a água à vontade. O GPD esperado para esse período é de pelo menos 200 g/dia. DesaleitamentoFisiologicamente, seria possível desaleitar os cabritos à partir das três semanas, quando o rúmen já pode ser funcional. Na prática, o desaleitamento precoce é feito à partir da quinta semana e causa inicialmente um menor desenvolvimento, quando comparado ao desaleitamento tardio, mas se os animais estiverem ingerindo uma quantidade adequada de alimentos sólidos, particularmente concentrado, e o manejo alimentar da fase seguinte for adequado, alcançarão o peso normal à puberdade, embora nós utilizemos o desaleitamento tardio, em função do padrão de nossos animais e de seu valor. O desaleitamento não deve ser brusco, diminuindo gradativamente a quantidade de leite fornecida. Uma boa estratégia é passar a oferecer apenas uma refeição durante a semana precedente ao desaleitamento, à tarde. Com relação ao momento, pode-se escolher determinada idade, um peso mínimo, ou, ainda, associar as duas informações, que parece ser o mais correto. SANCHES (1985) recomenda que para desaleitar cabritos é necessário alcançar, no mínimo, dois dos seguintes critérios:
No nosso caso, nosso objetivo é que as crias cheguem às 8 semanas (56 dias) pesando 12,0 kg, tendo consumido 80 L de leite e 5,0 kg de concentrado, o que lhe dá plenas condições de ser desaleitada. Caso não tenha esse peso a essa idade, fica mamando por até mais duas semanas, sendo desmamado ao atingir os 12 kg ou 10 semanas de idade, o que ocorrer primeiro. Voltar ao início
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Última Atualização: 04/03/2007
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